Publicado por: Evandro Dias | 03/12/2012

Minhas experiências XXIX

Morador de rua tem em todo lugar do mundo; uns que não tiveram opção escolha na vida, outros foram abandonados pela família, drogas….

Tenho visto aqui em Bacolod muitos deles que vivem pela ruas da cidade, são crianças, adultos e idosos que lutam todo dia pela sobrevivência.

Outro dia conheci um senhor de setenta e cinco anos, que é vizinho da prefeitura de Bacolod. Como vocês vão ver na foto abaixo a prefeitura é chique: o prefeito gastou vinte milhões de reais para construí-la.

Prefeitura de Bacolod

Prefeitura de Bacolod

Agora vejam a foto da casa do vizinho da prefeitura:

Essa é a casa do velhinho

Essa é a casa do velhinho

A pirmeira vez que a vi ele ainda tinha uma casinha, uma semana depois a casinha ja não existia, pois o vento a derrubou. Por algumas vezes tentei me comunicar com ele, mais ele não fala nada de inglês, fala só o Ilongo (idioma deles) e nesse eu só sei falar Maayong aga (bom dia), Maayong hapon (boa tarde) e Maayong gab-i (boa noite).

Me lembra muito meu avô com essa cara cansada

Me lembra muito meu avô com essa cara cansada

Nós dois não falamos a mesma língua, mas sei que meu amigo tem uma úlcera, não fuma e não consome álcool, sobre sua família não sei nada, talvez um dia. Dorme em cima de duas sacas vazias de arroz e um travesseiro velho muito sujo em pleno céu aberto.

Tem uma coisa que eu admiro no velhinho, que é a sua disposição para trabalhar, com toda essa desqualidade de vida ele ainda tem força para cultivar uma pequena horta, nela ele produz berigelas, espinafre, batata-doce, lemongrass….

irrigando sua plantação de beringela

irrigando sua plantação de beringela

Carrega água de uma grande distância quando não chove para irrigar sua pequena horta. É um grande exemplo, um velhinho de setenta e cinco anos que mora no tempo, fazer tudo isso que ele faz é mais que uma lição de vida.

Tem muita gente que tem saúde, casa pra morar, família mas não quer nada com a vida.

carregando água praa horta

carregando água pra horta

Me sinto na obrigação de apoiar o velhinho, acho ele tão familiar fazendo algo que eu também gosto de fazer, mas vivendo uma realidade bem diferenta da minha. Se dividíssemos o pão em partes iguais esse mundo não era tão desumano. Quem tem o dever de fazer somos todos nós, pois esperar a política nem adianta e o amor ao próximo é dever de cada um. Só assim podemos mudar esse mundo para o melhor.

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