Publicado por: Evandro Dias | 25/07/2013

Minhas experiências XXXVI

Daqui a pouco ja estaremos de volta ao Brasil, e numa pequena Ilha dentro da Ilha do Marajó vamos começar um novo ciclo de nossas vidas.

Enquanto isso, aqui nas Filipinas estamos na reta final de nossa missão. Foram três anos de muitas experiências e coisas boas aconteceram na nossa vida.

Vou adaptar o meu blog, e vou continuar compartilhando minhas experiências como permacultor no Marajó,

Nossa horta orgânica foi um sucesso, evitamos de comprar produtos com agrotóxicos, e ainda nos ajudou a economizar uma grana. Em janeiro, comecei a criar umas galinhas caipira, em média são seis ovos por dia, em uma semana nossa geladeira não tinha mas espaço, então passamos a dividir com os amigos do trabalho (GIZ).

Um pequena aula....

Um pequena aula….


Vou deixar mamoeiros carregados de frutas, abacaxi, batata-doce, e muita ervas. Sei que a dona da casa esta muito feliz e eu também.
Vai ter a mesma paixão de plantar e criar o próprio alimento

Vai ter a mesma paixão de plantar e criar o próprio alimento


As galinhas de vez em quando comemos uma assada, aliás só eu e a Milena a Julia não come carne :-). Ainda restam quatro das grande que pretendo fazer para a nossa despedida, e as outras vou fazer uma doação.
Essas tem 180 dias...

Essas tem 180 dias…


Foi bom tudo isso, teve muitas pessoas que se dedicaram a fazer o mesmo a partir das minhas experiência, e isso foi e é muito gratificante pra mim.
Espaço da ervas

Espaço da ervas

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Publicado por: Evandro Dias | 16/02/2013

Minhas experiências XXXV

Olá queridos amigos(as)!!!

Ja escrevi um post aqui, sobre as galinhas caipiras que estamos criando no nosso jardim. Agora volto para dizer que estamos indo muito bem com nossa pequena experiência. A produção por enquanto é de quatro ovos por dia, mas ja é suficiente para não comprar ovos no mercado. No total são doze galinhas e num futuro bem próximo nossa produção será bem maior.

essas são caipirão que vão chegar a quatro quilos daqui uns meses...

Essas são caipirão que vão chegar a quatro quilos daqui uns meses…

Elas vivem soltas e põem os ovos onde bem entenderem, mas já são bem inteligentes: compartilham o mesmo ninho sem nenhuma briga, e à noite elas entram no galinheiro automaticamente. 50% da alimentação é de cascas de frutas e verduras da nossa cozinha, para a outra parte compro milho e ração.

aqui elas estão capinando o jardim

Aqui elas estão capinando o jardim

O bom de tudo isso é que temos:
Ovos de galinha que anda e pega sol, ou seja tem liberdade…
Estou coletando o esterco para usar na nossa pequena horta…
E o jardim que antes eu tinha que capinhar, agora se mantém limpo…

galinha caipiras

Galinhas caipiras

Fico muito contente de compartilhar essa alegria com vocês, é mostrando pequenos exemplos, que quero continuar incentivando as pessoas que moram no interior e até mesmo na cidade, a cultivarem seu próprio alimento. São as coisas pequenas e simples que podem se tornar grandes.

;-) :-)

😉 🙂

Publicado por: Evandro Dias | 20/01/2013

Minhas experiências XXXIV

Gostaria de apresentar para vocês, nossa nova experiência. Uma máquina de lavar manualmente caseira, é fácil de fazer e tem um custo bem baratinho. A idéia nos foi passada pelo um casal americano. Conhecemos no final do ano passado, em Dumaguete. A filha deles assim como a nossa não usam fraldas descartáveis, a fralda é de pano e sujou, tem que lavar. Então não tem dessa de ter nojo de cocô, tem que se virar nos trinta para limpar. Só que agora é bem diferente 😉 🙂

Eis aqui nossa máquina de lavar economicamente ecológica:

uma demonstração de nossa máquina de lavar economicamente ecológica

uma demonstração de nossa máquina de lavar economicamente ecológica

Materias:
1 balde plástico de margarina
1 desentupidor de vaso sanitário

Como fazer:
Fura um buraco na tampa do balde e no desentupidor também uns dez buracos pequenos para água entrar e sair, se quizer trocar o cabo do desentupidor por um cabo de vassoura fica melhor. Depois é só botar a roupa suja, água e sabão fechar a tambar e fazer movimentos pra cima e pra baixo. Dentro do balde tem uma pressão de uma máquina de lavar de verdade.

nossa máquina de lavar economicamente ecológica

nossa máquina de lavar economicamente ecológica

Roupa suja de quem apanha açai…
trabalha com barro…
na roça…
Fica a dica, máquina manual economicamente ecológica.

simples e fácil de fazer.

simples e fácil de fazer.

Publicado por: Evandro Dias | 17/01/2013

Minha Experiências XXXIII

Pesquisando e reunindo materiais com experiências em permacultura. Estou muito otimista com o que tenho encontrado. São inúmeras experencias dando certo no Brasil e no mundo.

Vejam esse vídeo de um sítio de permaculturam, é show!!!

Publicado por: Evandro Dias | 11/01/2013

Minhas experiências XXXII

Quando o assunto é os dejetos fecais, muitos não querem nem saber. Tem nojo e pronto encerrou o assunto. Porém é engano achar que um banheiro comum ou um sanitário a céu aberto resolve o problema. Os dois tipos são um agravante para o meio ambiente, tanto no desperdício de água como na contaminação do solo.

Banheiro Seco

Banheiro Seco

Aqui tem uns vídeos, de algumas experências com esse Bendito Banheiro Seco. É engano achar que urina e cocô não vale nada: pois valem sim!!!

El baño ecológico seco:

Banheiro Seco Ecológico CEPAGRO

Composting toilet

Loveable Loo Eco-Friendly Compost Toilet

Mais informações abaixo:
http://www.banheirosecoecologico.blogspot.com/

Publicado por: Evandro Dias | 05/01/2013

Minhas experiências XXXI

Ano novo começando, e venho desejar vida longa para todos nós, que tenhamos a ganância de cuidar das pessoas com carinho, sem racismo ou preconceito. Ajudando principalmente aqueles que tanto necessitam de nossa ajuda.

Precisamos nos alimentar todos os dias, isso é fato. Portanto nada melhor do que comerçarmos este ano produzindo o nosso próprio alimento. Sei que é possível buscar alternativas para produção orgânica, e com isso melhorar a qualidades de vida de nossas famílias.

Incentivar nossos amigos, vizinhos, comadres e compadres da importância de trabalhar as culturas de subsistências nas nossas famílias, é sem dúvida uma grande ajuda que estamos fazendo.

Essa é minha luta esse ano de 2013. Ja temos um sítio no Brasil onde vamos nos incorporar nos princípios da permacultura. Eu e a Julia vamos primeiro fazer um modelo, depois vamos incentivar nossos amigos a fazerem o mesmo.

logo oficial do nosso sítio

logo oficial do nosso sítio

Um grande exemplo é o Papai lá no Cariá, com incentivo que teve hoje ele produz muitos vegetais em sua horta orgânica. Alimentação da família é completa, tem açai, farinha, galinha caipira, e uma horta orgânica. Ainda vai ter o peixe. Tudo isso é dedicação, ao contrário de muitos que só vivem reclamando da vida.

esse cara é meu pai

esse cara é meu pai

Publicado por: Evandro Dias | 20/12/2012

Minhas experiências XXX

Comecei uma pequena criação de galinhas caipiras no meu quintal, vou exportar para o Brasil daqui alguns dias, hehehehe.

Galinheiro ao fundo e a cerca de bambu

Galinheiro ao fundo e a cerca de bambu

Se tenho que capinar todo mês no meio das pedras, nada melhor que botar as galinhas para fazerem esse serviço, e ainda por cima elas vão produzir ovos orgânico para o nosso café da manhã.

Criação é comigo mesmo, mas tudo tem que ser no seu devido lugar, fiz a cerca e um pequeno galinheiro tudo de bambu, e pra começar comprei quatro poedeiras e uma galinha com cinco pintinhos, ainda pretendo comprar mais umas cincos e um galo.

piquete das galinhas, lugar de tomar sol e relaxar para botar ovos grande.

piquete das galinhas, lugar de tomar sol e relaxar para botar ovos grande.

Elas vão se alimentar 50% de vegetais que sobra do nosso consumo, isso inclui casca de banana, de batata, alface e outros…

O que vocês acham do galinheiro, ficou bom?

O que vocês acham do galinheiro, ficou bom?

É que aqui nas Filipinas o pessoal são cruel com os animais: cachorro é preso dentro de gaiolas de ferro que mal cabe eles, galinhas, porco e cabra vivem o tempo todo com uma corda pendurada numa árvore. Aqui as galinhas vão ter liberdade, por isso acho que ficou bom o galinheiro.

Tenho uma pequena horta caseira horgãnica, estou produzindo bastante espinafre, carirú, alho, cebolinha, alfavaca e chicória. Ainda quero expandir e plantar outros produtos.

Esse é o último post deste ano com minhas experiências, desejo a todos um FELIZ NATAL e um próspero ANO NOVO.

Publicado por: Evandro Dias | 16/12/2012

Die Gnade der reichen Geburt

Armut hat viele Gesichter. Für die, die keine Armut kennen, wird der Begriff jedoch meistens mit einem Mangel an weltlichen Gütern gleich gesetzt. Somit ist Armut von Land zu Land sehr unterschiedlich definiert. Wer in Berlin arm ist, kann in den Slums von Johannisburg immer noch als wohlhabend gelten. Was alle Armen gemeinsam haben, was überall weh tut, ist die völlige Ohnmacht angesichts der Ungerechtigkeit. Sie sind abhängig vom guten Willen derer, die haben und könnten, aber nicht immer wollen. Selbst, wenn sie ihre Rechte kennen, haben sie oft keine Resourcen, sie einzufordern. Was es bedeutet, arm zu sein – oder eben nicht – zeigt ein Jahr im Leben zweier Kinder.

Im Oktober 2011 wird Sabine* in München geboren. Im Geburtshaus ist alles vorbereitet für eine natürliche Geburt. Sollte es Komplikationen geben, würde die Mutter innerhalb von Minuten in das nächstgelegene Krankenhaus geliefert. Es ist eine schöne Geburt. Das Baby wird im warmen Wasser geboren und der Mutter sofort auf die Brust gelegt. Nur zum Wiegen wird sie einige Zeit später weggenommen; ansonsten sie liegt die ganze Zeit bei Mutter und Vater, bis drei Stunden später alle gemeinsam nach Hause fahren.

Eine Woche zuvor wird Manoel* geboren. In Belém, Brasilien. Seine Mutter war bereits am Freitag mit Wehen in das Krankenhaus von São Benedito* gefahren, drei Stunden mit dem Boot von ihrem Zuhause inmitten des amazonischen Regenwaldes und zwölf Stunden entfernt von der Landeshauptstadt Belém. Sie informiert den Arzt darüber, dass es bereits bei der Geburt ihrer Tochter große Probleme bei der Geburt gegeben hatte und sie einen Kaiserschnitt brauchen würde. Die Antwort des Arztes fällt ruppig aus. Sie habe das erste Kind natürlich geboren, sie würde auch das zweite normal gebären.

Nach zwei Tagen Wehen ist dann auch diesem Arzt klar, dass die Frau einen Kaiserschnitt brauchen würde. In S Benedito könnte man einen durchführen, trotzdem wird sie nach Belém ausgeflogen. Es ist bereits abzusehen, dass das Baby Sauerstoff brauchen würde. Die Mutter erreicht Belém am Montag; der dortige Arzt ist bereits informiert über die dringende Notwendigkeit eines Kaiserschnitts. Als die Patientin abends in der Klinik ankommt, ist jedoch Schichtwechsel. Der übernehmende Arzt blickt kurz auf die Mutter und meint lapidar, das ginge auch so.

Es geht auch so. Dienstag vormittag wird Manoel mit Ziehen und Zerren aus seiner Mutter gezogen. Er spürt seine Mutter nicht, er kann nicht trinken. Er verbringt seinen ersten Monat auf der Intensivstation am Sauerstoff. Und das ist erst der Anfang.

Als Sabine zwei Monate alt ist, fliegt sie mit ihren Eltern auf die Philippinen, wo ihre Mutter arbeitet. Entgegen der Sorge ihrer Eltern bekommt sie von dem langen Flug kaum etwas mit. Entweder sie schläft oder lacht oder wird gestillt. Auf den Philippinen wird sie von den Kolleginnen ihrer Mutter bewundert, betatscht, geknuddelt und herumgetragen. Der Mutter wird es machmal zu viel, aber Sabine erträgt es stoisch.

Manoel muss regelmäßig nach Belém. Untersuchungen, Arztbesuche und Physiotherapie sind notwendig. Jede Reise bedeutet zwölf Stunden auf einem Frachtschiff in der Hängematte. Es geht nur zweimal gut, dann hat er wieder eine Lungenentzündung. Antibiotika, Sauerstoff. Seine Mutter wacht am Bett. Im öffentlichen Gesundheitssystem Brasiliens ist nur ein Beobachter pro Patient erlaubt. Das bedeutet, dass Cauãs Mutter nicht essen geht, um das Baby nicht alleine in seinem Schmerz zu lassen. Sie schläft auf einem Stuhl. Der Vater bleibt mit der kleinen Tochter zurück im Wald. Dort sagen sie, der kleine Manoel erschrecke sich sehr, wenn andere Menschen an ihn treten. Nach den vielen Wochen in der Einsamkeit der Intensivstation war er nicht vorbereitet auf die lebhafte Zuneigung der Familie, die so lange auf ihn warten musste.

Juli 2012. Sabine muss wieder zur Impfung und ihrer Mutter dreht es schon in der Früh den Magen um bei dem Gedanken an das Kind, das sie weinend anschauen wird und nicht versteht, warum man ihr weh tut. Aber es ist für ihr Bestes und nach zehn Minuten ist sie wieder versöhnt. In der Folge geht die Mutter ein paar Mal zur Kinderärztin, einfach nur, um zu spielen, damit Sabine ihre Angst verliert.

Manoel hat ein paar Wochen lang Ruhe. Hausmittel helfen ihm, besser zu atmen und die Liebe seiner Großfamilie lassen ihn etwas entspannen. Er könne wohl doch etwas sehen und greife auch schon. Lachen würde er aber nie, berichten die Verwandten. Dann kommt wieder eine Reise. Und wieder eine Lungenentzündung. Dieses Mal kommt er nicht einmal bis zum Krankenhaus. Lediglich ein Erste-Hilfe-Zentrum nimmt ihn auf. Die Mutter sitzt am Bettchen und weint, wenn sie sieht, wie ihm die kleinen Ärmchen zerstochen werden auf der Suche nach einer Vene, die noch anzuzapfen geht. Nach zwei Wochen wird er entlassen. Noch am Abend bekommt er wieder Fieber, doch es ist Freitag und die Ärzte sind ins Wochenende gegangen. Die Mutter bleibt bei Freunden im Haus in Belém. Der Vater ist im Wald und arbeitet, um einen privaten Arztbesuch bezahlen zu können.

Oktober 2012. Sabine feiert ihren eigenen Geburtstag mit einem Ständchen am Morgen. Die Hebammen vom Geburtshaus schicken eine hübsche kleine Karte mit Grüßen. Sabine beginnt bereits zu Laufen und hat gelernt, die gelegentlichen Ohrfeigen der Katze hinzunehmen, ohne zu weinen. Die Mutter ist stolz auf ihre tapfere kleine Tochter.

In Brasilien liegt der kleine Manoel in den Armen seiner Mutter. Er hat wieder Fieber. Lungenentzündung. Hände und Füße sind kalt, der Bauch ist heiß. Manoel weint nicht mehr, sagt die Mutter. Er liegt nur noch da und wartet.

In seiner Wut hatte ihr Schwager auf Facebook über die Ignoranz und Grausamkeit der Ärzte geschrieben. Haben die Armen keine Rechte, fragt er. Wie kann eine Gesellschaft so mit ihren Kindern umgehen? Brasilien hat 2010 mit 52% erstmals mehr Kaiserschnitte als normale Geburten, bei Privatversicherten ist die Rate bei 82%[1]. Rund 1,700 Menschen liegen jeden Tag auf dem OP Tisch, um sich einer Schönheitsoperation zu unterziehen.[2] Wie kann ein Land, das eine der höchsten Raten an Schönheitsoperationen und geplanten Kaiserschnitten hat, seinen ärmsten Bürgern eine anständige medizinische Versorgung verweigern und eine Familie zerstören?

Der Facebookeintrag macht die Runden. Nun sind auch Lokalpolitiker empört und aufgebracht. Die Mutter erhält prompt einen Anruf. Sie solle aufhören, solche Geschichten zu verbreiten, das werfe ein schlechtes Licht auf den Bürgermeister. Das Kind sei so, weil Gott es so wolle und im übrigen möge sie sich erinnern, von wem sie als Lehrerin ihr Gehalt bezieht. Spielt es da noch eine Rolle, dass die Frau seit Monaten kein Gehalt mehr bezogen hat?

Heute war die Mutter bei vier Krankenhäusern, keines will Manoel aufnehmen. Die Beine der Mutter sind geschwollen vom Schlafen auf harten Stühlen. Der Vater ist krank und mager von der Arbeit und der Sorge um seinen Sohn. Die kleine Maria ißt nicht mehr. Sie versteht nicht, warum ihre Mutter und der kleine Bruder immer weg gehen. Sie ist vier Jahre alt und spricht noch nicht. Es war auch keine leichte Geburt.

Sabine erkennt Ungerechtigkeit sofort und reagiert mit aller Kraft. Wenn die Mutter sie vom Boden hebt, wo sie doch gerade so nett mit der Ameise spielt, wird sie wütend, hüpft, kreischt und haut dem Vater, der das Pech hat, daneben zu stehen, eins auf die Nase. Von Gesundheitssystemen und sozialen Klassen weiß sie nichts. Brasilien kennt sie nicht. Noch nicht. Nächstes Jahr wird sie ins Land ihres Vaters ziehen, um dort mit ihren Eltern und Verwandten im Wald zu leben. Dann wird sie auch ihren Cousin kennenlernen. Wenn es nicht zu spät ist.

Julia Pereira Dias

Die Namen wurden zum Schutz der beteiligten Personen geändert.


[1] Conselho Federal de Medicina. Pesquisa mostra que gestantes precisam de mais informação para optar por parto natural. 26. März 2012. http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=22767:pesquisa-mostra-que-gestantes-precisam-de-mais-informacao-para-optar-por-parto-natural&catid=3:portal

[2] Jornal da Globo. Brasil é o segundo país em número de cirurgias plásticas. 30. April 2010. http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2010/05/brasil-e-o-segundo-pais-em-numero-de-cirurgias-plasticas.html

Publicado por: Evandro Dias | 16/12/2012

Born at the Right Place

Poverty has many faces. The poor have seen them all. Those who know poverty only from media reports all too often associate poverty with “having less”. That does not even begin to tell the cruelty of poverty. I may decide I don’t need all the amenities and comfort and opt for a simple life. No car, no TV, grow my own food, no money to spend at the mall. I may choose to live “with less”. I would never choose poverty. I would never choose the cruelty of being at the mercy of others who may or may not be concerned with my wellbeing. I would never choose to watch powerlessly as my child struggles to survive.

Marian* and Manoel* didn’t choose either. Both were born in October 2011. This is the story of their first year.

Marian was born in Munich, Germany. Far from the hectic stress of a hospital, she was born in the hot tub of a birth house. Had there been the slightest hint of complications, the next clinic was only a few minutes away. But things went well and she slipped into the warm water before she was laid on her mother’s breast, where she stayed except for a short minute to weigh her. Three hours later, she went home with her happy parents.

Manoel was born a week earlier. In Belém, Brazil, the „gate to the Amazon“. His mother had arrived at São Benedito* on a Friday, three hours away from their home and twelve hours away by boat from the state capital Belém. She was in pain already and told the doctor that her first baby had already been delivered with great difficulty. She would need a caesarian section. She had given birth to the first one naturally and thus would do it again, was the response.

Only on Sunday, when he finally looked at her again, did the doctor realize that the woman did, indeed,  need a C-section. It could have been done in town, only it was too late already. The baby would need oxygen, so she was flown out to Belém. On Monday. When she finally reached the hospital, the shift there changed and the new doc in charge decided that she might as well wait a little longer. Natural birth would be possible.

It was. With all the violence and force, Manoel was finally torn from his mother’s womb. He was never laid on her chest, he didn’t feed. He spent his first month in an ICU, tied to the oxygen mask. And that was only the beginning.

When Marian was two months old, she flew to the Philippines together with her parents to live there for two years. Despite her parents’ worries she hardly noticed the flight. She either slept, laughed or fed. The mothers’ colleagues in the Philippines are crazy about Marian. She’s cuddled, caressed and carried around by everyone. The mother even finds it too much, but Marian takes it in without much ado.

Manoel travels, too. He has regular medical checkups, tests and physiotherapy in Belém.  Every trip means twelve hours on a freight ship in a hammock. Soon he has another pneumonia. Back to the hospital, oxygen mask, antibiotics, X-ray. His mother stays beside his bed. In public hospitals only one watcher is allowed per patient. So his mother doesn’t leave to eat or rest. She sleeps on a chair. The father stays back in the forest with the elder sister, three years old. The relatives say Manoel is scared when people get close to him. The long weeks in the solitude of the ICU have not prepared him for the lively affection of his family that has been waiting so long to hold him.

July 2012. Marian has to get another immunization shot and her mother wakes up sick in the morning. She hates to see her baby cry and look at her, not understanding why someone would hurt her. After ten minutes she’s ok, though. The mother decides to visit the pediatrician a few times only to play, so Marian would lose her fear.

Manoel has had a few weeks of peace. Homemade remedies keep his lungs calm and the cough down and the love of his family helps him relax. He seems to be able to see and sometimes he grasps. He never laughs, though. Then comes another trip to the city. And another pneumonia. This time he is not even admitted to a hospital. He stays at a first-aid-station for two weeks. His mother sits by his bed and cries when she sees the nurses messing up his little arms, trying to find a vein that they can prick. The night of his release he gets another fever, but it’s Friday and the doctors have gone home. The mother stays with friends in Belém. The father works even harder in the forest to pay for a consultation with a doctor.

October 2012. Marian celebrates her first birthday singing and playing on her ukulele. The midwives of the birth house in Munich send a little card with best wishes. Marian has started to walk and learned to endure the slaps of the kitten without crying. Her mother is proud of her tough little girl.

In Brazil, Manoel lies in his mother’s arms. He’s got a fever again, pneumonia, cold hands and feet and a hot belly. Manoel doesn’t cry anymore, says his mother. He just lies there and waits.

In his desperation and fury, her brother-in-law posted on Facebook about the cruelty and ignorance of doctors and bureaucrats. Don’t the poor have any rights, he asks. How can a society treat their children like this? Brazil had more C-sections in 2010 than normal births. The middle and upper class is at 82% caesarean[1]. Around 1,700 undergo plastic surgery in the country. Every day.[2] How can a country that has one of the highest rates of plastic surgeries and planned C-sections deny the most basic medical service to its poorest? And destroy an entire family.

The post goes around. Now even local politicians are upset and furious. Immediately the mother receives a call from a city representative. She should stop spreading such stories that shed a bad light on the mayor! The child’s condition is God’s will and she better remember who pays her salary as a teacher. Never mind that she hasn’t received any salary in months.

Today the mother went to four hospitals, but none wants to admit Manoel. The mothers’ legs are swollen of all the nights on hard chairs. The father is sick and thin from all the work and worry about his son. Little Maria* doesn’t eat anymore. She doesn’t understand why her mother and the little brother are always gone and her father is always sad. She is four years old now and still doesn’t speak.

Marian knows injustice when she sees it. If her mother picks her up from the ground where she played so nicely with an ant, she gets mad, jumps, screeches and slaps the father who happens to be within reach. She doesn’t know anything about public health systems or social classes. She doesn’t know Brazil yet. Next year she will move to her father’s country to live in the forest with her parents and greater family. Then she will meet her cousin Manoel, too. If it’s not too late.

JPD

*names of the children and places have been changed to protect the people involved.


[1] Conselho Federal de Medicina. Pesquisa mostra que gestantes precisam de mais informação para optar por parto natural. 26. März 2012. http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=22767:pesquisa-mostra-que-gestantes-precisam-de-mais-informacao-para-optar-por-parto-natural&catid=3:portal

[2] Jornal da Globo. Brasil é o segundo país em número de cirurgias plásticas. 30. April 2010. http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2010/05/brasil-e-o-segundo-pais-em-numero-de-cirurgias-plasticas.html

Publicado por: Evandro Dias | 03/12/2012

Minhas experiências XXIX

Morador de rua tem em todo lugar do mundo; uns que não tiveram opção escolha na vida, outros foram abandonados pela família, drogas….

Tenho visto aqui em Bacolod muitos deles que vivem pela ruas da cidade, são crianças, adultos e idosos que lutam todo dia pela sobrevivência.

Outro dia conheci um senhor de setenta e cinco anos, que é vizinho da prefeitura de Bacolod. Como vocês vão ver na foto abaixo a prefeitura é chique: o prefeito gastou vinte milhões de reais para construí-la.

Prefeitura de Bacolod

Prefeitura de Bacolod

Agora vejam a foto da casa do vizinho da prefeitura:

Essa é a casa do velhinho

Essa é a casa do velhinho

A pirmeira vez que a vi ele ainda tinha uma casinha, uma semana depois a casinha ja não existia, pois o vento a derrubou. Por algumas vezes tentei me comunicar com ele, mais ele não fala nada de inglês, fala só o Ilongo (idioma deles) e nesse eu só sei falar Maayong aga (bom dia), Maayong hapon (boa tarde) e Maayong gab-i (boa noite).

Me lembra muito meu avô com essa cara cansada

Me lembra muito meu avô com essa cara cansada

Nós dois não falamos a mesma língua, mas sei que meu amigo tem uma úlcera, não fuma e não consome álcool, sobre sua família não sei nada, talvez um dia. Dorme em cima de duas sacas vazias de arroz e um travesseiro velho muito sujo em pleno céu aberto.

Tem uma coisa que eu admiro no velhinho, que é a sua disposição para trabalhar, com toda essa desqualidade de vida ele ainda tem força para cultivar uma pequena horta, nela ele produz berigelas, espinafre, batata-doce, lemongrass….

irrigando sua plantação de beringela

irrigando sua plantação de beringela

Carrega água de uma grande distância quando não chove para irrigar sua pequena horta. É um grande exemplo, um velhinho de setenta e cinco anos que mora no tempo, fazer tudo isso que ele faz é mais que uma lição de vida.

Tem muita gente que tem saúde, casa pra morar, família mas não quer nada com a vida.

carregando água praa horta

carregando água pra horta

Me sinto na obrigação de apoiar o velhinho, acho ele tão familiar fazendo algo que eu também gosto de fazer, mas vivendo uma realidade bem diferenta da minha. Se dividíssemos o pão em partes iguais esse mundo não era tão desumano. Quem tem o dever de fazer somos todos nós, pois esperar a política nem adianta e o amor ao próximo é dever de cada um. Só assim podemos mudar esse mundo para o melhor.

Publicado por: Evandro Dias | 24/11/2012

Minhas experiências XXVIII

Saudações de Bacolod,

Os dois primeiros anos aqui moramos em Capitoville Subdivision, localizada no centro de Bacolod. Segundo informações dos Filipinos em Capitolville mora os mais ricos da província e eu não tenho dúvida. Foi uma experiência que ainda não tinha vivido na minha vida, morar entre os ricos.

casa em que moramos por dois anos

Durante esse tempo fizemos muitos pouco amigos, tudo porque nós nunca os viamos andando pela rua, apenas um grupo de mais o menos quinze pessoas que caminhavam de manhã. Pelo visto quem é rico tem muito medo de perder o que tem e por isso eles se trancam atrás de grades de ferro, carros peliculados e um monte de cachorros bravos, que lhes protegem durante a noite.

essa casa além do murro ainda tem um monte de arrame, é assim quase todas as casa dentro da subdivisão

E olha que Bacolod nem se compara com Belém e outras cidades Brasileiras em termos de violência. Aqui é tranquilo, se pode andar com dinheiro, sair do Banco sem aquela sensação que tem alguém lhe seguindo para lhe assaltar. Lógico que malandro tem em todo lugar, mas se falando de segurança aqui é maravilha para se viver.

Capitolville tem três entradas com dois seguranças cada uma, vinte e quatro horas cuidando da segurança. Carro só entra se tiver o slogan da associação, pessoas e carros desconhecidos só têm acesso por uma entrada e só entram com indentificação. Mesmo assim com toda essa segurança muitos ricos ainda contratam seguranças particulares para vigiarem suas casas.

As únicas pessoas que nós tinhamos contato e que depois foram os nossos amigos foram os seguranças e alguns empregados, como aqui a mão de obra é barata eles tem muitos empregados. Motorista, cozinheiras, jardineiro…..

Uma das coisa que nos pertubou muito foi as buzinhas dos carros e os latidos dos cachorros, acredito que noventa porcento dos moradores têm cachorros. Os motoristas, quando chegam em frente do portão, ficam buzinando até vir um empregado para abrir o portão.

A coisa boa foi a nossa horta caseira orgânica, economizamos uma boa grana. Uma experiência que compartilhei aqui no blog e incentivei muita gente a fazer o mesmo. Cuidamos de um monte de gatos de rua com alimentação.

tudo orgânico da nossa horta


essa turma ficaram orfão de comida:(


Aprendi que somos classificados conforme o nosso poder econômico. Rico é com rico e pobre é com pobre não tem jeito é fato.

Mudamos para outra subdivisão muito diferente, as pessoas são como a gente: simples e a convivência melhorou muito: estamos nos sentindo à vontade.

Estou começando uma nova horta e uma criação de galinha caipira, logo logo postarei as fotos aqui.
Abraço e saudades da família e dos amigos.

Publicado por: Evandro Dias | 10/11/2012

Minhas experiências XXVII

Olá pessoal tudo bom? Saudade de tomar um açai grosso!!!

Por aqui estamos bem graças a Deus, levando a vida do jeito que ela quer. As Filipinas realmente é um país que tem muitas belezas naturais, sempre fico impressionado com tanta biodiversidade por onde tenho andado.

Mês passado fomos para Palawan:

Ilha de Palawan

Uma das maiores província das Filipinas, lá tem um ecossistema complexo que serve de refúgio para mais de cem espécies ameaçadas de extinção tanto marítimas quanto terrestres.O cockatoo(esse é igual um papagaio), peacock(um tipo de pavão) são uns dos ameaçados.

Cockatoo, uma elegância esse pássaro nè?


palawan peacock, esse também é muito bonito.

Palawan tem a maior biodiversidade das Filipinas” conserva mais de 50 % de sua florestal original, muito diferente de Negros que tem apenas cinco %. Palawan tem o Puerto Princesa Subterraneo River National Park( Parque Nacional do Rio Subterrâneo de Porto Princesa) uma das novas sete maravilhas do mundo, é um dos rios subterraneo mais longo onde se pode navegar.

na entrada do rio subterrâneo

Tive a oportunidade de fazer um tour de quarenta minutos, fiquei impressionado com tudo que vi dentro daquele rio embaixo da terra. Por ser uma das maravilhas do mundo a movimentação turística é muito grande, o governo local controla as visitas e só permite 900 visitas por dia.

Quase para embarcar na casco!!! Tem que usa colete e capacete.


Um tour completo dura mais de três horas e meia são 8,2 km por baixo das montanhas.

subterrâneo


Rio Subterrâneo

Ficamos num resort no meio da floresta por três dias, foi muito bom respirar um ar fresco e ter um contato com a natureza. Um lugar perfeito com rio, montanhas, praia e uma imensa floresta.

praia de sabang em palawan


resort bambua em sabang-palawan


barco que transporta turista do porto até a praia.

Valeu e um abração aos amigos(as) saudades…..

Publicado por: Evandro Dias | 24/09/2012

Minhas experiências XXVI

Abril deste ano, falei aqui no blog da horta do Papai, agora novamente volto a falar dessa experiência dele que tem obtido grande sucesso. Tem aumentado sua renda familiar com a venda dos produtos e claro a família toda esta consumindo produtos orgânicos de boa qualidade. É justamente tudo isso que o projeto tem como objetivo:

• Reduzir a dependência de insumos vindos de fora da propriedade;
• Diversificar a produção;
• Utilizar com eficiência e racionalização os recursos hídricos;
• Alcançar a sustentabilidade em pequenas propriedades;
• Produzir em harmonia com os recursos naturais.

foto de abril deste ano(foto: Fabricio Lima)

Com o sucesso da horta, papai se tornou referência para outros produtores do mesmo projeto, e vem recebendo toda atenção da EMATER e da Secretaria de Produção do Munícipio.

Pedro Correâ e sua equipe dando assistência técnica (foto: Sarney Dantas)

Fico muito Feliz pelo sucesso da horta do Papai, é uma exemplo que as outras famílias da comunidade devem seguir, indepedentemente do tamanho da horta, seja no paneiro de arumã, num casco velho ou no tendal o importante é produzir, quanto mais pessoas cultivarem alimentos orgânicos menos problemas de saúde vão aparecer.

Espantalho para afastar o passarinho (foto: Sarney Dantas)

O faturamento foi alto com a venda de pimetão, semente que eu levei daqui da Filipinas. Ainda vai aumentar produção na horta do meu velho, e assim que os amigos mandarem fotos eu vou contando essa experiência dele aqui no blog.

Aprocura é grande os cliente vão comprar produtos fresquinho colhida na hora (foto: Sarney Dantas)

Publicado por: Evandro Dias | 17/08/2012

Minhas experiências XXV

Estou tão entusiasmado com os banheiros compostáveis que o Fernando e sua equipe estão fazendo no marajó, torço para que essa campanha continue se espalhando pelos rios e igarapéis da Veneza Marajoara. Fernando Paraense é permacultor do Instituto e do Sítio Refanzenda em Santa Bárbara. Em 2010 visitou em São Sebastião da Boa Vista a RESEX Terra Grande Pracuúba, numa parceria com o CNS, DED e o próprio Instituto Refazenda.

Dessa parceria nasceu o primeiro banheiro de tonel compostável na comunidade da Estância, uma iniciativa magnífica para aquela região que fica seis meses alagada durante o inverno, sem saneamento básico os comunitários depositam os seus dejetos na mesma água que usam para cozinhar e tomar banhos.

primeiro banheiro tonel compostável na Estância RESEX(foto: Instituto Refazenda)

Julho deste ano foi lançada uma campanha, veja:

Por favor compartilhem a campanha! vamos ajudar!!!!! O Banheiro seco é simples como esse texto e essa campanha! Alimento que vira fezes, que vira adubo que volta a virar alimento. Milhares de famílias no Marajó vivem sem ter banheiro, suas necessidades são feitas no rio todos os dias, não só as fisiológicas como também a necessidade de pescar, navegar, cozinhar e até mesmo beber a água do rio. A solução para isso é simples, banheiros ecológicos sustentáveis e permaculturais que o próprio ribeirinho possa fazer com as suas condições. Com isso para fechar mais um projeto na terra onde moro, nessas férias lanço a campanha: Doe um banheiro ecológico para uma família marajoara. O custo do banheiro é R$170,00 (2 tonéis, assento, saída de ar, tela, e elástico). *Os 170,00 inclui um banheiro completo para uma família. *Os custos de logística para eu instalar o banheiro como alimentação transporte e por ai vai, sairão do meu próprio bolso. *Será feito um vídeo de 30 segundos da família agradecendo o doador do banheiro e apresentando o mesmo. Descentralize seu dinheiro, quanto você costuma gastar nas férias? Separe R$170,00 e faça uma família ser mais digna de si mesma. Todos os banheiros serão feitos até final de julho, na região do Marajó, mais precisamente nas comunidades ribeirinhas de são Sebastião da boa vista. (texto Fernando Paraense) Contato: Fernando – fernandoparaense@hotmail.com 91-88998808 Cláudia – 91-30330658 Rodrigo – angolacapu@gmail.com – 91 88021236 – 82100022

O Fernando merece todo nosso apoio, está bancando com recursos próprios por acreditar na melhoria de vida das pessoas marajoaras, infelizmente segundo ele algumas parceria de 2010 não existe mais. Mais o importante é que a semente foi plantada, agora é continuar a multiplicar.

Bombona ou Tonel para os banheiros compostáveis (foto:RUdrigo Braga)


Fernando instalando um banheiro em Boa Vista (foto: RUdrigo Braga)

clique aqui e veja mais sobre permacultura e o trabalho do Fernando, ou na sua página no facebook. clique aqui

Valeu Fernando, estamos juntos nessa idéia.

Publicado por: Evandro Dias | 19/07/2012

Minhas experiências XXIV

Dona Nit, é uma senhora Filipina, sua paixão em plantar e criar é de impressionar qualquer um. Vi nessa senhora de origem espanhola um grande exemplo para os acomodados com a vida.

Dona Nit

Sua casa aqui em Bacolod é igual um zoo, no quintal tem porcos, carneiros, peru, pato, pombo, cachorros e galinhas, quando estive lá parecia que eu estava numa fazenda de tanto grito da bicharada. Ela possui um sítio de dois hectares no município de Escalante, com pantações e muitos animais também.

Casa de campo da Dona Nit

A esposa de seu filho trabalha junto com a Julia na GIZ, e como nossa horta caseira é um sucesso aqui, fui convidado a ir num outro sítio no município de Don Salvador Benedicto trocar experiências.

Foi superinteressante, um lugar muito bonito com um solo fértil, bom para o cultivo de mandioca infelizmente o negócio aqui e cana-de-acúcar, arroz e milho…

Exercendo a atividade rural

Eu e Dona Nit descobrimos que temos algo em comum, plantar e criar. Gostou tanto do meu trabalho que pretende me levar mais vezes no seu sítio. E com toda a certeza estarei lá.

um trabalhor apanhando côco para matar a sede com a água,

mini trator

Como diz a minha Mãezinha, essa velha é de tirar o chapéu.

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